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A mostrar mensagens de janeiro, 2025

New Order - Dreams Never End

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Tenho, de quando em quando, uma impressão muito nítida de querer engolir o mundo, quando entra a guitarra nesta música, depois da introdução. É uma voracidade terna, uma vontade de querer fazer progredir a humanidade, com tenacidade e harmonia.

Anora

 Não julgo acreditar que a Palma de Ouro é imediatamente significado de um bom filme, mas de uma valente merda, vale?  Uma muito esmerada merda, não sabia que podia ser.  Acho sinceramente que se está a deixar de premiar os contadores de histórias em prol dos políticos do cinema. Senti isso primeiro com a porcaria do "Parasitas", senti isso agora.   Não há história em "Anora".  Curiosidade: a palavra "fucking" deve ser usada mais de cem vezes no filme.

Keanu Reeves no Metro

Acontece uma coisa (!) na ideia (!) de ser famoso (!) que me chateia! O assunto é tão só uma figura que o feed do FB me dá como sendo um famoso à maneira: Keanu Reeves. E o que irrita (!) é que não lhe basta (!) ser famoso (!), tem de ser grande também entre os que são anónimos! Essa figura do famoso que quer ser famoso-anónimo é muito famosa. E só lhe traz mais fama, que se ele não a quer, então porque faz por tê-la? Tenho dito!

Poema-Jogo Com As Palavras Desenho, Desdenho e Desejo

Ó tu que me desenhas Desenha Ó tu que desdenhas Desdenha Ó tu que me desejas Deseja Mas Porque Desejaste O meu desdenho No tão teu desenho? Mas Porque Desdenhas O meu desenho Que agora desejas? Mas Porque Desenhas O teu desejo No teu desdenho?

Escrevo Que Não Quero Escrever

Se este texto começasse pelo que pensei escrever de jacto, começaria por "Merda para os vindouros.". Sei que alguém o disse, mas não lembro quem. Sei também que não quereria falar dele. Agora que penso melhor, acho que é do Luiz Pacheco. Sei agora definitivamente que não quereria falar dele para dizer a frase. E assim morre este primeiro pensamento que morre em não querer falar dele. A frase é só uma exasperação. Quis mostrar-me exasperado muito porque cheguei a este editor de texto sem grande vontade de escrever. E aqui morre, com tudo isto, este primeiro texto. E renasce. Renasce na vontade renovada de querer sair desse desaforo. Não falo senão para os vindouros, porque este texto não é senão para ser lido depois de escrito. E, assim, nessa primeira frase quis matar o texto. Não saio disto. E renasce novamente, nesta ideia de morte do texto, nesta imobilidade em que me quero: Quero tirar-lhe o véu, sem me revelar. Decididamente, não quis escrever este texto.

Poema ao Jeito da Adília Lopes Caso Fosse Viva na Ocasião da Sua Morte

Morri! Morri de espanto. Porque morri. Há outro jeito de morrer?