Carlos Galvão Lucas (31-07-1952, 30-01-2025)
Foi um homem de acção, da cura. Eu que sou das palavras e da fantasia, ele que era dos actos e da presença. Foi bom ser filho do meu pai. Sinto a falta do meu pai de uma maneira boa: sinto falta da presença, mas não da bondade que emanava, essa claro que não a perdi, porque a tenho comigo, não foi a lado nenhum. Foi tão boa gente. Que importa o resto? Se foi tão boa gente. Foi maior. Foi meu pai. Fui filho de um céu sem nuvens. Fui filho de uma praia. Fui filho de um horizonte. Fui filho do mar.
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